Crise no STF: campanha de Lula defende 'virar a página' da disputa entre Moraes e Mendonça

  • 17/09/2026
(Foto: Reprodução)
‘Se cometeu delito, tem que pagar’, diz Lula um dia após sessão do STF sobre Moraes Passada a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiu o relatório da Polícia Federal (PF) que cita o ministro Alexandre de Moraes, que terminou sem um desfecho, integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem "virar a página" sobre o assunto. A avaliação é de que o tema favorece o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presdiência da República, e que é preciso mudar a pauta para problemas concretos das pessoas. A principal estratégia da coordenação da campanha tem sido intensificar a comparação entre os governos de Lula e de Jair Bolsonaro (PL). A última pesquisa Quaest que mostrou Flávio Bolsonaro numericamente à frente no segundo turno acendeu uma luz amarela no núcleo duro da campanha petista. Nas últimas horas, as redes da campanha têm intensificado postagens reforçando a lembrança de crises agudas do governo Bolsonaro, como o desrespeito com pacientes de Covid-19, a fila para adquirir ossos por moradores com fome e ataques a mulheres. Integrantes da campanha afirmam que o objetivo é desconstruir a família Bolsonaro e estimular o anti-bolsonarismo. Os ministros do STF, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a solenidade Marcelo Camargo/Agência Brasil A conta é de que o aumento da rejeição de Flávio Bolsonaro entre eleitores independentes favoreceria a campanha de Lula. Enquanto isso, o presidente tem tentado se descolar de Alexandre de Moares, enfatizando o tom adotado pela campanha de que "ninguém está acima da lei". Em entrevista a um podcast nesta quarta (16) disse: "Eu não era presidente quando o Alexandre de Moraes foi indicado para ministro da Suprema Corte", disse Lula. Outros integrantes da campanha já têm elevado o tom. "Reconheço, louvo e aplaudo os esforços do ministro Alexandre de Moraes para salvar a democracia. Mas era obrigação constitucional dele. Isso não gera salvo-conduto", afirma o coordenador do Grupo Prerrogativas e um dos coordenadores da campanha de Lula, Marco Aurélio de Carvalho. O desafio é superar uma correlação entre Moraes e Lula. A campanha de Flávio Bolsonaro intensificou a associação entre ministro e candidato. A estratégia deste campo político é tratar Lula e Moraes como duas faces da mesma moeda. Integrantes do núcleo bolsonarista estão usando nas redes os nomes "Alexandre da Silva" e "Lula de Moraes" como forma de engajar a militância a associar ambos os personagens.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/blog/gerson-camarotti/post/2026/09/17/crise-no-stf-campanha-de-lula-defende-virar-a-pagina-da-disputa-entre-moraes-e-mendonca.ghtml


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